Cingapura, a cidade inteligente

29 de abril de 2015

“Viajar é trocar a roupa da alma.” Tão perfeita analogia pertence a Mário Quintana e a vivência dela, por ora, pertence a mim mesmo, que ando trocando a roupa da alma em Missão Empresarial Brasileira na China, nestas duas últimas semanas.


Junto com empresários de vários segmentos do País, já passei por Guangzhou e também Dubai e Shangai, com o objetivo de prospectar oportunidades de negócios, parcerias e monitorar tendências do varejo. Está sendo maravilhoso!


Em Guangzhou, em visita à maior feira multissetorial de negócios do mundo, a 117ª Coton Fair, ou Feira de Cantão realizada todos os anos na cidade, desde 1957, cumpriu-se com a proposta da missão de se haver as trocasde experiências, de ideias, de informações e a oxigenação da mente para voltar ao batente com força total.


Mas foi durante nossa estadia em Cingapura que a frase de Quintana fez mais sentido para mim. Foi nessa nação insular no Pacifico Asiático, que troquei a roupa surrada e desacreditada da minha alma de brasileiro por uma cerzida de confiança de que nosso País ainda tem jeito.


A cidade é incrível e sua história, ainda mais. Cingapura era um local agrário, sem recursos naturais e muito pobre quando se deu sua independência, em 65. Hoje, é uma cidade-estado modelo para o mundo, com uma das economias mais dinâmicas e modernas da Ásia, alcançada com a inteligência e os esforços do primeiro- ministro Lee Kuan Yew, que governou Cinpagura por 31 anos antes de falecer, em março deste ano.

 

Com meritocracia, disciplina, foco nos talentos individuais, império das leis, credibilidade e previsibilidade na gestão do governo, ampla abertura comercial e liberdade econômica, investimento em infraestrutura de ponta, burocracia reduzida, valorização do inglês e ordem social, ele fez da cidade um exemplo de eficiência econômica e baixos índices de corrupção.


Diferentemente do que acontece por aqui no Brasil, Lee tinha por ordem tentar enquanto as coisas funcionassem. E se não funcionassem, o lema era jogar fora e tentar outra coisa. E daí, me parece que as coisas foram dando certo.

 

Cingapura não tinha ingredientes de uma nação, fatores elementares como uma língua comum, uma cultura comum ou um destino comum e como nós temos.


Se lá faltavam riquezas naturais, aqui sobram petróleo, minério, soja, a necessidade da existência de um projeto de nação que nos faça resolver nossas contradições e a esperança de um dia agirmos todos como estadistas em uma democracia que pode ser, um dia, exemplo para o mundo.


Com a alma de roupa nova, digo que ainda dá tempo. Eu acredito! Acredito no poder de Deus sobre a nação brasileira.


Um abraço,
Frank Sinatra
Presidente